Niterói

COMUNICAÇÃO – Amar é servir

“Nós amamos a Deus porque ele nos amou primeiro” (Cf. Jo 4,19).

Amados irmãos, a Paixão, o Calvário, que nosso Senhor Jesus Cristo sofreu, é uma declaração de amor supremo. Jesus sofreu o martírio para nos salvar e redimir. O menor de seus atos representou sempre um valor infinito, uma vez que é o ato de um Deus.

Sua peregrinação terrestre foi para nos santificar, para nos trazer de volta, para
mostrar que devemos e podemos amá-lo livremente, porque o amor é a maneira mais poderosa de atrair o amor, e a mais poderosa forma de ser amado.
Meu Deus e Senhor, quanto somos amados por Ti! Jesus mergulhou num abismo de sofrimento e humilhação, para mostrar com que amor o Pai nos ama, a ponto de enviar seu Filho único para morrer em nosso lugar.

E eis que o próprio Deus se faz criança, e vem habitar em nosso meio! O Deus conosco, o Salvador e Redentor dos homens. Jesus, o Salvador, o único que dá a saúde, o Céu, que tem o verdadeiro caminho, a verdade maior e a verdadeira vida; a posse de Deus, através do conhecimento e do amor.

Nosso Senhor mostrou, através de seus ensinamentos, que amar é servir.
Amar é querer o que é bom para o próximo; é querer o imenso bem. Ele repete a cada momento, que Deus nos ama infinitamente, imensamente.

Através de seu gesto, Jesus derramou todo o seu sangue para dar abrigo aos homens. Ele nos pede zelo pelas almas ao martírio, pois veio à terra  “para servir as almas, trabalhar para a sua saúde, e oferecer sua vida em resgate de muitas vidas, e nos convida a imitá-lo, consagrando nossas vidas ao amor.”

O amor não consiste na sensação de que você ama, mas em querer amar, amar acima de tudo. E Ele, o Mestre, continua nos amando acima de todas as coisas.
Se você sucumbir a uma tentação, é porque o amor ainda não é tão forte a ponto de resistir ao que não vem da graça de Deus. Por isso, é necessário reconhecer o erro e chorar como São Pedro, arrependendo-se, como se  arrependeu o pescador, humilhando-se a si mesmo, e testemunhando: “Senhor sabes que te amo! Apesar de minhas fraquezas e meus pecados, eu te amo.”

Caríssimos, olhando para a vida dos Santos e Beatos(as), somos também convidados a seguir o mesmo caminho deles. Eles configuraram os seus corações e testemunharam com a própria vida a presença do amor de Deus, anunciando o Evangelho da graça de Deus.

Esse amor filial também foi praticado por Francisca de Paula de Jesus, a Beata Nhá Chica, durante sua peregrinação na terra, em especial numa terra mineira chamada Baependi. Atendia pessoas simples e letradas e, através de seu espírito de prece e de caridade, manteve viva, e reavivou a fé de muitos irmãos, através de sinais concretos.
Francisca disciplinou seu corpo e sua mente durante toda a sua vida. Segundo os
historiadores, jejuava três vezes por semana: às segundas, quartas e sextas feiras, e se
alimentava pouco nos outros dias.

Quando comungava, ficava o resto do dia sem se alimentar, pois havia recebido o
maior alimento, ou seja o alimento eucarístico, no qual estavam presentes o corpo e o
sangue de Jesus.

Apesar de pouca instrução, era rica em conhecimento e sabedoria divina!
Tinha uma devoção especial por Nossa Senhora, com o título de Imaculada Conceição, a quem chamava, na intimidade, de amor de sua “Sinhá”. Nada fazia sem consultá-la em oração.

Que a Beata Nhá Chica seja um exemplo de vida para todos os cristãos, principalmente no ato de servir ao próximo, em todas as necessidades.

Rogo a Deus para que o Ano Mariano, que se inicia, toque os nossos corações. Que possamos colocar Nossa Senhora como nossa intercessora principal.

Feliz Ano Mariano!

Diácono Nélio do Amparo
Rádio Anunciadora

Católico