Niterói

COMUNICAÇÃO – Justiça e caridade

Caríssimos irmãos, a Constituição Dogmática Lúmen Gentium número 23 ensina que devemos instruir todos os fiéis no amor, em especial os pobres, os sofredores, os perseguidos por causa da justiça.

Nosso Senhor Jesus Cristo revelou sua missão na terra, como sendo obra de justiça e salvação; libertando – da escravidão, do pecado e da opressão dos grandes e soberbos – os homens que acreditaram N’Ele (Cf Mt 12, 18-20).

A justiça está diretamente ligada pela fé à caridade, conforme escreve o Apóstolo das Nações, São Paulo, na sua primeira carta dirigida à Comunidade de Corinto: “A caridade não pratica injustiça, ao contrário, sofre com ela”.

Isso representa uma advertência e ao mesmo tempo um chamado para a nossa reta consciência, a fim de analisarmos como tem sido o nosso viver diante do amor Daquele que ofereceu sua vida em resgate da nossa.

Nosso Senhor viveu e ensinou que o Reino deve ser de amor e de justiça, convidando a todos sem distinção, buscando direcionar sempre o coração do ser humano para os irmãos mais humildes, os mais pobres, os indigentes, enfim, os excluídos.

Sem a prática diária da justiça, não existirá a caridade nem a verdadeira vida cristã. O verdadeiro seguidor do Mestre tem, como fundamento de vida, os ensinamentos do Senhor.

O Apóstolo São Tiago, em sua carta, adverte e ao mesmo tempo repreende as pessoas que buscam privilegiar sempre os mais ricos, esquecendo o irmão mais necessitado. Lembra também que Jesus Cristo escolheu os pobres, segundo o mundo, para os tornar ricos na fé e herdeiros do Reino de Amor, prometido aos que O amam. Quem oprime o pobre ofende o Criador (citação encontrada no livro dos Provérbios).

Por isso, todos devem praticar a justiça e a caridade, pois esses foram os pilares que sustentaram a Igreja primitiva, chegando ao maravilhoso momento de não existir entre seus membros nenhum necessitado.

Santo Agostinho nos ensina que “A caridade e a justiça são frutos do Espírito e que todos os outros derivam deles e a eles se unem estreitamente, e questiona nossa conduta com algumas perguntas: Como podemos ser alegres se causamos tristeza ao nosso irmão? Como poderíamos estar de fato em paz a não ser com quem amamos? Quem poderia ser chamado de benigno se não ama a pessoa a quem está socorrendo? Que adianta ser manso se a mansidão não é inspirada pelo amor?

Por esta razão o Senhor insistiu tanto no amor, declarando ser este o preceito suficiente para nossa vida. Diante de tudo isso infunda em meu coração, ó Senhor, compreender que sem amor, todo o restante nada serve, pois é impossível conceber o amor sem as outras qualidades, graças as quais o homem ser torna bom.”NÉLIO - CNBB

Diácono Nélio do Amparo
Rádio Anunciadora

Católico