Niterói

COMUNICAÇÃO – Maria nossa Mãe

NÉLIO - CNBBO Decreto Apostolicam Actuositatem do Concílio Vaticano II, que fala do   Apostolado dos Leigos, encontra na bem-aventurada Virgem Maria o modelo perfeito desta vida espiritual e apostólica, pois a rainha dos Apóstolos, levando, na terra, uma vida semelhante a de todas as mulheres, se mantinha, no entanto, unida a seu Filho e de modo singular cooperou na obra do Salvador.

Agora, elevada ao céu, «cuida com amor materno dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, peregrinam ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada». Eis o maior exemplo de apostolado, e todos devem prestar-lhe um culto cheio de devoção confiando à sua solicitude materna a própria vida e apostolado.

“Unida indissoluvelmente à obra salvífica de seu Filho” (SC 103), viveu sua atividade apostólica sempre em benefício de toda a humanidade.

São Bernardo em seu livro “Super Missius exorta a todos os homens dizendo: “Se estamos diante dos ventos das tentações, se estou diante das dificuldades do dia a dia da vida, olho para a estrela e te invoco, ó Maria. Se me sinto impelido pelas ondas da soberba, do orgulho, da ambição e da inveja, olho para a estrela e te invoco, ó Maria.

Se a ira, a avareza, a concupiscência da carne, sacodem o barquinho do meu Espírito, olho-te, Maria. Se, perturbado com a enormidade de meus pecados, confuso pelo mau odor de minha consciência, amedrontado pelo terror do juízo de Deus, começo a precipitar-me na voragem da tristeza e no abismo do desespero, penso em ti, Maria!

Nos perigos, nas angústias, nas perplexidades, penso em ti, Maria, e te invoco. Ó Maria, fica sempre em meus lábios e em meu coração! Para impetrar o socorro de tua oração, não esqueço teus ensinamentos, Ó Maria. Seguindo teus exemplos, não me abaterei. Invocando-te não perderei a esperança. Se pensar em ti, não cairei no erro. Apoiado em ti não resvalarei.

Com tua proteção, de nada terei medo, com tua guia não me cansarei. Pelo teu beneplácito, chegarei ao termo, e assim experimentarei em mim, o que significa o teu nome, ó Maria”.

Todos os grandiosos feitos que a graça produz nos fiéis (filiação divina, participação na vida de Deus, e relações íntimas com a Trindade), atuam em Maria com plenitude e singulares. Pois se toda criatura é filha de Deus e, templo do Espírito Santo, nossa Senhora o é por excelência e de modo mais perfeito, pois a Trindade lhe foi comunicada, no mais alto grau em se tratando de uma criatura humana.

O Apóstolo São Paulo ensina na carta aos Romanos, que: “Todos os que se deixam guiar pelo Espírito Santo são filhos de Deus”. Nenhuma criatura mais que nossa Senhora foi em tudo movida e guiada pelo Espírito Santo. São João da Cruz falou que:” A gloriosíssima Virgem Senhora nossa, agiu sempre sob a moção do Espírito Santo”. Preenchida de modo único pela graça, desde o princípio, Maria viveu sempre em contínua abertura e disponibilidade à moção do Espírito Santo; atitude característica do estado de santidade, de perfeita união com Deus.

Ao dar consentimento para ser Mãe do Filho de Deus, Maria se unia por vínculo estreito, não só com a pessoa, mas também com a obra de Jesus. Sabia que Ele seria o Salvador da humanidade, por isso aceitando ser sua Mãe, aceitava fazer parte como a mais íntima colaboradora de sua missão. A Constituição Dogmática Lumen Gentium retrata que: “Justamente por isso, afirmavam os Santos Padres, que Maria não foi um instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou para a salvação do homem com livre fé e obediência”. (LG 56).

Em (LG 62) encontramos “Maria assunta ao céu, não abandonou este salvífico Múnus, mas com sua multíplice intercessão, continua a obter-nos, os dons da salvação eterna”. Assim mediante a fé, o cristão pode viver em continuo contato com nossa Senhora, que por ele vela maternalmente. A vida cristã vivida sob o olhar materno de Maria, adquire uma especial ternura e suavidade, que nascem da companhia contínua da Mãe dulcíssima, que rodea de atenções os que a amam e a ela, confiantes, recorrem.

“A verdadeira devoção a nossa Senhora, não consiste em um sentimento estéril e passageiro, mas procede da fé verdadeira, pela qual, somos impelidos ao amor filial para com nossa Mãe e a imitação de suas virtudes” (LG 67).

Ensina-nos nossa Senhora a crer na nossa vocação para a santidade, a crer não só quando Deus a revela na luz interior, mas também quando a luz se ofusca e ficamos nas trevas e dificuldades, que tentam nos perturbar levando ao desânimo.

Intercedei por todos ó Maria, junto ao Seu Filho amado, para que possamos nos entregar a Ele, com total e cega confiança.

 

Diácono Nélio do Amparo
Rádio Anunciadora

 

Católico