Niterói

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Dom Luiz Ricci: Verdade e realidade. O real se impõe!

A definição filosófica de verdade, como “adequação do pensamento à realidade”, serve para constatar, com pesar, um perigoso distanciamento entre pensamento e realidade em vários setores e pessoas, especialmente nos pronunciamentos de alguns políticos e “comunicadores” digitais. Constata-se uma espécie de “esquizofrenia” culposa, porque com conhecimento e consentimento fazem questão de dissociar e separar o mundo real de suas próprias ideologias, que ofuscam o pensamento reto e verdadeiro. Sem contar aqueles que vão além, disseminando as destrutivas Fake News e o ódio, manipulando a dignidade da consciência dos indivíduos. “Não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De fato, uma argumentação impecável pode basear-se em fatos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que pareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polêmica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade” (Papa Francisco). A emoção desmedida não pode colocar a verdade em segundo plano. As ideologias prejudicam grandemente a racionalidade. Urge colaborar, como exigência da Fé em Cristo, para a superação de todas as formas de violência, especialmente a digital que, infelizmente, ainda persiste, apesar da realidade dramática da pandemia. O cristão é chamado a agir de modo diferente! “Entre vocês não deverá ser assim” (Mt 20, 26), já advertia Jesus. “A realidade é mais importante do que a ideia”, afirma o Papa Francisco. “Existe uma tensão bipolar entre a ideia e a realidade: a realidade simplesmente é, a ideia elabora-se. Entre as duas deve-se estabelecer um diálogo constante, evitando que a ideia acabe por separar-se da realidade. É perigoso viver no reino só da palavra, da imagem, do sofisma. Isso supõe evitar várias formas de ocultar a realidade” (Francisco, EG, n. 231). A realidade deve ser iluminada pelo pensamento. Dessa forma, evitam-se idealismos ineficazes e autorreferencialidade, que pode levar a uma forma de narcisismo estéril, a uma perigosa “autoverdade”. Precisamos de frutos concretos para uma realidade concreta! “Produzir frutos no amor, para a vida do mundo” (OT, n.16). Nesta nossa reflexão, cabe recordar o conceito de pós-verdade: “que se relaciona ou denota circunstâncias, nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais” (U. Oxford, 2016). A verdade é o que corresponde à opinião pessoal ou modo de pensar. Ocorre assim, infelizmente, a perda do senso crítico e a assimilação de uma ideologia. “Pós-verdade não é a mesma coisa que mentira. Os políticos, afinal, mentem desde o início dos tempos. O que a pós-verdade traz de novo ‘não é a desonestidade dos políticos, mas a resposta do público a isso. A indignação dá lugar à indiferença e, por fim, à convivência’ (M. D’Ancona, 2018). Massacrado por informações verossímeis e contraditórias, o cidadão desiste de tentar discernir a agulha da verdade no palheiro da mentira e passa a aceitar, ainda que sem consciência plena disso, que tudo o que resta é escolher, entre as versões e narrativas, aquela que lhe traz segurança emocional. A verdade, assim, perde a primazia epistemológica nas discussões públicas e passa a ser apenas um valor entre outros, relativo e negociável, ao passo que as emoções, por outro lado, assumem renovada importância. Na base do fenômeno, argumenta D’Ancona, está o colapso da confiança nas instituições tradicionais” (Editores, Pós-Verdade, 2018). Buscar a verdade das coisas e dos fatos. Eis a questão. Onde está a verdade? O que é a verdade? Verdade, como vimos anteriormente, é estar em conformidade (correspondência) com a realidade. Segundo Tomás de Aquino “a verdade é a adequação do pensamento à coisa real”. O real de fato é real ou se trata de uma percepção nossa, muitas vezes maculada por ideologias, resistências e preconceitos? Hoje, nesse dia Primeiro de Abril, denominado “dia da mentira” (como gostaríamos que tudo o que estamos vivenciando fosse mentira ou um sonho, mas não o é), a Providência Divina nos presenteou com o Evangelho no qual disse Jesus: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Devemos assumir a realidade concreta, como ocasião para buscar e conhecer a Verdade que é Cristo, nosso Redentor. Para tanto, precisamos permanecer em sua Palavra: ouvir, seguir, praticar e viver segundo os critérios transmitidos por Cristo. “Para isso nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta minha voz. Disse-lhe Pilatos, o que é a verdade? E tendo dito isso saiu de novo e foi ao encontro dos judeus” (Jo 18, 37-38). Pilatos não esperou a resposta que não viria por palavras, pois A Verdade estava diante de si e ele não a reconheceu. “Não ouves de quanta coisa te acusam? Mas Jesus não lhe respondeu sequer uma palavra, de tal sorte que Pilatos ficou muito impressionado” (Mt 27,13-14). Jesus fez silêncio, porque Ele é “a Verdade, o Caminho e a Vida” (Jo 14,6). O silêncio de Jesus é extremamente significativo e eloquente, porque diante de alguém impermeável à verdade, palavras são pérolas dadas aos porcos (cf. Mt 7,6). É muito difícil o diálogo com pessoas refratárias, intolerantes e cegas à verdade de Cristo e da realidade que se impõe e pede respostas urgentes à luz do Amor, Justiça e Misericórdia. Mesmo assim precisamos seguir buscando e acreditando no diálogo. Sempre! O pecado da mentira produz escravidão e desumaniza tanto quem a divulga quanto quem a recebe e acolhe acriticamente. No “dia da mentira” vamos fazer uma opção pela escolha da verdade. “A verdade vos libertará…” Santo Agostinho ensinou que só é verdadeiramente livre quem escolhe o bem e utiliza correta e responsavelmente o livre arbítrio. É tempo de escolher o bem, a vida, o amor, o perdão e a verdade. Fazer o bem e evitar o mal, eis o imperativo moral para a humanidade. Portanto, urge buscar a verdade das coisas e […]

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Rádio e Rede Sociais da Arquidiocese se unem com a CNBB

Hoje às 15h30, a Rádio Anunciadora e as Redes Sociais da Arquidiocese, transmitem o Terço da Esperança e da Solidariedade. A CNBB fez a seguinte convocação na semana passada: Diante da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em comunhão com o Papa Francisco no compromisso de intensificar as orações neste período, une-se ao Brasil convocando a todos para um momento de oração a ser realizado na próxima quarta-feira, às 15h30. Na ocasião, a presidência da CNBB juntamente com religiosos e leigos convidados rezarão o Terço da Esperança e da Solidariedade, que será transmitido em todas as televisões de inspiração católica do país, em emissoras de rádio e pela página da Conferência no Facebook. A CNBB convocou mais uma vez: ….Oração em comunhão com toda a Igreja no Brasil. Nesta quarta-feira, 1º de abril, às 15h30, mais uma vez será formada uma corrente nacional com a oração do Terço da Esperança e da Solidariedade, que será transmitido pelas TVs de inspiração católica do país, emissoras de rádio e pelas páginas da Conferência no Facebook e no Youtube. O Terço da Esperança e da Solidariedade é uma iniciativa da CNBB que, frente à pandemia do novo coronavírus e em comunhão com o Papa Francisco no compromisso de intensificar as orações neste período, une todo o Brasil em um momento comum de oração. Motiva com mais intensidade o momento de oração do Papa Francisco na última sexta-feira, quando o pontífice ofereceu uma reflexão a respeito da passagem do Evangelho de São Marcos, capítulo 4, e quando concedeu a bênção Urbi et Orbi: “Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras”. A iniciativa, principalmente em momentos delicados e difíceis como o que o mundo está passando, busca elevar os corações ao Deus da Vida, no acolhimento de sua Palavra, fortalecendo a fé, a esperança e a união. “Conscientes de que as restrições ao convívio não durarão para sempre, aprendamos a valorizar a fraternidade, tornando-nos ainda mais desejosos de, passada a pandemia, podermos estar juntos, celebrando a vida, a saúde, a concórdia e a paz” (trecho da nota “Tempos de Esperança e Solidariedade” da CNBB). Conscientes ainda, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, tema da Campanha da Fraternidade deste ano, a intenção da oração do terço é dedicada também, além das vítimas, aos profissionais que incansavelmente trabalham por uma solução. “Sejamos disciplinados, obedeçamos às orientações e decisões para nosso bem e não nos falte o discernimento sábio para cancelamentos e orientações que preservem a vida como compromisso com nosso dom mais precioso” (trecho da nota “Tempos de Esperança e Solidariedade” da CNBB). Para compartilhar os momentos de oração nas redes sociais use a hashtag adotada pelo Papa Francisco: #rezemosjuntos. Acompanhe na Rádio Anunciadora: radioanunciadora.org.br ou arqnit.org.br. No Facebook: fb.com/arqnit ou fb.com/radioanunciadora. Por João Dias com CNBB Arte: Thiago Maia

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Homilia de Dom José Francisco na Missa do 5º Domingo da Quaresma

MISSA DO 5º DOMINGO DA QUARESMA  Amados irmãos e irmãs, que nos acompanham de casa pelas redes sociais. Este é o segundo domingo que participamos da missa em nossas casas, não porque queremos, mas para defender e proteger a nossa vida e a vida daqueles que convivem conosco. Em comunhão com a Igreja, celebramos o 5º Domingo da Quaresma, e queremos rezar por toda essa situação de pandemia presente em nosso mundo, pedindo ao Deus da Vida que nos livre desse mal, que já ceifou tantas vidas e proteja todas as pessoas que estão trabalhando. Celebrando a Quaresma, acompanhamos os passos de Jesus em direção à Jerusalém. Nesse ano, o grande tema da Quaresma é o caminho batismal da Igreja. Recordamos os evangelhos dos domingos: as tentações de Jesus, a transfiguração, o encontro de Jesus com a Samaritana, a cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro. Água, luz e vida: sinais claros do Batismo, que nos traz a vida nova da graça, a vida eterna. Jesus é a fonte de água viva, é a luz do mundo, é a ressurreição e a vida, como ouvimos há pouco. As leituras da Palavra de Deus deste domingo falam da ressurreição, mas não ainda da ressurreição de Jesus, que será a novidade absoluta, a ressurreição que todos nós desejamos e que Cristo nos doou, ressurgindo dos mortos. Pois, a morte é para nós como um muro, que nos impede de ver além; contudo o nosso coração quer ultrapassar, quer ir além deste muro, e mesmo se não podemos conhecer o que ele esconde, nós pensamos sobre ele e o imaginamos, buscando expressar esse nosso desejo com símbolos de eternidade. É o que vemos na primeira leitura: o profeta Ezequiel anuncia ao povo de Deus, que está no exílio, longe da terra de Israel, que Deus abrirá as sepulturas dos deportados e fará com que eles voltem à sua terra, para nela repousar em paz (cf. Ez 37, 12-14). Este antigo desejo humano, de ser sepultado com os pais, é o desejo de uma «pátria» que o acolha no final das canseiras deste mundo. Na época de Jesus a ideia de uma ressurreição pessoal não era aceita por todos os judeus. Também entre os cristãos, a fé na ressurreição e na vida eterna era acompanhada por tantas dúvidas, confusões, porque se trata de uma realidade que ultrapassa os limites da nossa inteligência e exige um ato de fé. No Evangelho, ouvimos essa voz da fé pronunciada por Marta, a irmã de Lázaro. Ao saber que Jesus tinha chegado, Marta foi ao seu encontro e disse: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. Jesus disse: «O teu irmão ressuscitará», E ela respondeu: «Sei que ele ressuscitará na ressurreição do último dia» (Jo 11, 23-24). Então Jesus disse: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, mesmo que morra, viverá» (Jo 11, 25-26). Esta é a verdadeira novidade, que surge e supera qualquer barreira! Cristo derruba o muro da morte, n’Ele habita toda a plenitude de Deus, que é vida, e vida eterna. Por isso a morte não tem poder sobre Ele. Jesus, vendo a tristeza e o sofrimento de Marta e Maria, também chora a morte do seu amigo Lázaro. Para aumentar a fé dessas mulheres e fazer com que seus discípulos compreendam melhor a bondade e o poder de Deus, Jesus faz uma oração, pede para abrirem a sepultura e grita para o morto: “Lázaro, vem para fora!“. Lázaro recupera a vida, sai imediatamente do túmulo e muitos creram em Jesus. A ressurreição de Lázaro é sinal do domínio pleno de Jesus sobre a morte física, que diante de Deus é como um sono (cf. Jo 11, 11). Jesus tem poder sobre a morte. A morte, para quem crê, é um momento de dor, mas de uma dor misturada com a esperança da vida eterna. Porém, há outra morte, que custou a Cristo a luta mais dura, inclusive o preço da cruz: é a morte espiritual, a morte do pecado, que ameaça arruinar a existência de cada pessoa. Para vencer esta morte Cristo morreu, e a sua Ressurreição não é o regresso à vida anterior, mas a abertura para uma realidade nova, uma «nova terra» reunida com o Céu de Deus. Por isso, na segunda leitura, São Paulo escreve: «Se o Espírito de Deus, que ressuscitou Jesus dos mortos, habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo dos mortos dará a vida também aos vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós» (Rm 8, 11). Queridos irmãos e irmãs, nós não nascemos para morrer, mas morremos para ressuscitar. Peçamos à Virgem Maria, que já participa desta Ressurreição, que nos ajude a dizer com fé: «Sim, ó Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo» (Jo 11, 27). Maria, como mãe, nos leve a descobrir verdadeiramente que Ele é a nossa vida e ressurreição e a acolhê-lo como nosso Salvador e Senhor. Encerro recordando a letra da música que Dom Alano tanto aprecia: Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã, porque Ele vive, temor não há. Mas eu bem sei que o meu futuro está nas mãos do meu Jesus, que vivo está. Com esta certeza de fé em Jesus, nós venceremos essa pandemia.

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Dom José Francisco envia mensagem em vídeo aos fiéis

O Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, enviou uma mensagem a porção da Igreja particular de Niterói, no qual solicita que os fiéis fiquem em casa e participem das Celebrações pelos meios de comunicação. O vídeo publicado agora a pouco no YouTube da Arquidiocese de Niterói, também foi disponibilizado aos veículos de comunicação dos 14 municípios que compõe o território Arquidiocesano de Niterói. Veja o vídeo: No decreto do dia 23 de março, o Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, o Bispo Auxiliar, Dom Luiz Ricci e o Chanceler, Padre Adriano Maciel, apresentaram indicações para a celebração da Semana Santa. “Nossa Quaresma, neste ano, apresenta uma provação concreta para o amadurecimento de nossa fé, de intensificação do espírito de oração e de busca de conversão, associando nossa dor à Cruz Redentora de Cristo. Para a Semana Santa, assumimos o Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que segue em anexo, com o adiamento da Missa Crismal em data a definir”, diz uma parte do decreto. Eis a íntegra do decreto: Decreto do dia 23 de março de 2020. Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Por João Dias Foto: Reprodução do vídeo

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