Niterói

Dia mundial de prevenção ao suicídio e setembro amarelo

A prevenção do suicídio por meio da sensibilização e conscientização da população, uma iniciativa dos voluntários da CVV, Associação Brasileira de Psiquiatria e Conselho Federal de Medicina

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), nove em cada dez mortes por suicídio poderiam ser evitadas. Os dados da Organização reforçam a importância da valorização da vida e da conscientização sobre ela. Por isso, o dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio: o Dia D, do mês que celebra e reforça a importância do tema: o Setembro Amarelo.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo, voluntária e gratuitamente, todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone (188), e-mail e chat, 24 horas, todos os dias (cvv.org.br).

Conversamos com Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV, que lembrou a importância da prevenção do suicídio, segundo ele, baseado “em alguns dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, de que nove em cada 10 casos de suicídio poderiam ser prevenidos, pois estão relacionados a transtornos mentais ou emocionais. O grande problema é identificar a tempo esses quadros, cujos sinais costumam ser de difícil percepção e, às vezes inexistentes. O Setembro Amarelo ajuda a trazer exposição ao assunto, quebrando o tabu em torno desse tema. Sem se falar sobre o tema não há prevenção”, destaca o porta-voz da CVV.

Carlos explicou ainda, como surgiu o setembro amarelo. “O Setembro Amarelo é uma iniciativa do CVV, Associação Brasileira de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina. Surgiu, no intuito de aumentar a prevenção do suicídio por meio da sensibilização e conscientização da população”. O porta-voz falou ainda sobre as maiores causas, como evitar e a procura de apoio para evitar o suicídio.

Segundo ele, “É importante comentar que o suicídio não costuma ocorrer por um único fator, mas é uma combinação de fatores e fatos. Os principais são doenças mentais (depressão, ansiedade, esquizofrenia), dependência química, dificuldade de lidar com as pressões e sensação de solidão ou não pertencimento. A pessoa pode procurar ajuda nos serviços de saúde, como CAPS, pronto-socorros, consultórios médicos ou psicólogos. Pode entrar em contato com o CVV pelo telefone 188, e-mail ou chat, ou procurar um amigo para conversar. Para os religiosos, o apoio de suas igrejas também pode ser muito importante, destacou Carlos Correia.

O porta voz da CVV aproveitou a entrevista para lembrar que “todos podem ter ideias suicidas, e isso não significa que a pessoa seja doente mental ou uma exceção no mundo. Isso é mais comum do que se pensa. Nesses casos, procurar ajuda, pedir para conversar com alguém que consiga te ouvir sem críticas, pode ajudar muito. O CVV atua, exclusivamente, por voluntários e sempre realizamos cursos de seleção para novos interessados. Tenham em mente o CVV como uma opção de voluntariado”, finalizou Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV.

Por João Dias
Arte: divulgação

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