Niterói

Exclusivo: Dom Joaquim Mol agradece às Pascom’s da Arquidiocese

Dom Joaquim Mol, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, falou com exclusividade com o Setor de Comunicação da Arquidiocese

Dom Joaquim Giovani Mol, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), Reitor da PUC Minas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou com exclusividade ao Setor de Comunicação (SECOM) da Arquidiocese de Niterói. Na entrevista, destaca a importância das Pascom’s no trabalho de evangelização.

SECOM – Dom Joaquim Mol, antes de iniciarmos esta entrevista, gostaria de uma mensagem do senhor para nossos Bispos, o Arcebispo Dom José Francisco, seu auxiliar, Dom Luiz Ricci e o Arcebispo Emérito, Dom Frei Alano.

Dom Joaquim Mol – É uma alegria falar com todo o pessoal da Arquidiocese de Niterói, um abraço muito próximo de muita amizade a Dom José Francisco, Dom Alano, firme e forte no caminho da sua vida, tanto serviço prestou, Dom Luiz, que também agora inicia seu ministério, de uma forma tão interessante, mais recentemente na Arquidiocese de Niterói. Que Deus os abençoe e confirme na fé e no caminho.

SECOM – Como o senhor pretende trabalhar a comunicação da CNBB?

Dom Joaquim Mol – O ponto principal é que nós queremos fazer da comunicação, na CNBB, um ponto estratégico. A comunicação, como tem vivido até hoje, não ocupa, digamos, este degrau, este status de estratégia. O que quer dizer isso? Que a gente precisa colocar a comunicação antes, durante e depois dos eventos, das falas, dos acontecimentos, da vida, da história, dos posicionamentos, de modo que a comunicação seja algo a lubrificar, digamos assim, dar vitalidade adequada, com a informação correta, para toda a Igreja no Brasil. Esse é o ponto principal, e para realizar isto, temos que pegar cada um dos setores, que são vários, para, no momento certo explicar a todos vocês.

SECOM – Como reitor da PUC, gostaria que o senhor falasse sobre os seguintes itens:

Educação no país – A educação no país já deu passos muito importantes, historicamente.  Avançamos muito, inclusive segundo índices internacionais. Mas isso não é para ser comemorado, porque estamos muito distantes daquilo que se espera, não do ideal, mas daquilo que se espera como razoável. Contudo, temos grandes dificuldades: o ministério que mais mudou o ministro da educação, a maior parte dos ministros da educação nunca mexeu com a educação, nunca gerenciou educação, nunca viveu educação. A educação no país, hoje, está numa situação extremamente difícil, talvez um dos pontos mais difíceis, porque há um processo anti-intelectual, antiescola, antieducação, antiformação humanista, instalado do nosso Brasil. Mas a educação tem sete vidas, e ela vai vivendo, apanhando, crescendo e se desenvolvendo, e assim ela vai caminhando e fazendo o que tem que ser feito.

O sínodo para Amazônia – O sínodo da Amazônia, para a Amazônia é uma convocação que o Papa faz, de bispos do mundo inteiro, para refletir sobre uma região que precisa ser preservada. Isso nada tem a ver, como tem sido dito por muitas fake news, e além disso, pessoas mal-intencionadas, de fato, têm espalhado. Não tem nada a ver com soberania, porque todo mundo que tem interesse na Amazônia, a partir da mentalidade do sínodo, deixo bem claro, quer preservar a Amazônia. E quem está contra o sínodo da Amazônia é que está a favor da destruição da Amazônia. Esse é que é o ponto que a gente precisa compreender.  Portanto, participe da grande campanha que a CNBB está fazendo “#eu apoio o sínodo”, “#eu apoio o Papja”.  Traga alguma coisa, coloca nas redes sociais, qualquer um pode fazer isso, e vamos manifestar todo o nosso apoio àqueles que, coordenados, presididos pelo Papa, querem preservar a Amazônia e tudo o que ela significa.

O grito dos excluídos – O grito dos excluídos é organizado com a participação da Igreja, pelos movimentos sociais. O Papa Francisco, o único Papa, em toda a história do cristianismo, mais de 2.000 anos, é o único Papa que reuniu lideranças de movimentos sociais. São os movimentos sociais que planejam e executam o grito dos excluídos, e tem um tema fantástico, porque o que diz respeito à vida, preservação da vida, desde a sua concepção até o seu ocaso natural, e da vida da natureza, e da vida, enfim, dos animais, toda vida precisa ser preservada, portanto participe, manifeste-se ali, como uma forma de defender a vida.

SECOM – Dom Mol, todas essas pautas caminham com a comunicação da igreja. Gostaria que o senhor falasse um pouco como deve ser a postura dos comunicadores católicos, com temas que geram polêmicas muitas vezes.

Dom Joaquim Mol – Olha eu sugiro o seguinte: não entre na polêmica, pela polêmica; se tiver algum assunto que gera polêmica, trate do assunto, e não da polêmica. A polêmica é para atrasar, para atrapalhar, muitas vezes, o assunto. Então, dedique-se ao conteúdo, dedique-se à verdade da informação, dedique-se a esclarecer as pessoas. A polêmica sempre vai haver, porque cada um pensa de uma forma, então, que essas pessoas que criam as polêmicas fiquem pra lá, mas que a gente vá com a informação correta, com serenidade, com bravura, porque bravura é profecia. Num momento como esse, vá com o desejo de fazer crescer o nível da boa Informação, o nível da formação pela comunicação da cidadania, do compromisso com a transformação da sociedade. O educador cristão católico precisa ter essa postura, fazer com que a comunicação caminhe firme, e a comunicação possa ajudar no exercício da cidadania.

SECOM – Dom Joaquim, uma mensagem a todos os voluntários que trabalham na Pascom da Arquidiocese de Niterói.

Dom Joaquim Mol – Oi gente da Pascom da Arquidiocese de Niterói, que alegria falar com vocês! Eu não sei quantos vocês são, mas já posso imaginar que não são poucos, porque no Brasil inteiro, a Pastoral da Comunicação é uma das pastorais que mais agregou pessoas neste país! Então, é um movimento muito bacana, é um serviço Pastoral muito interessante. Vocês vão fazendo a comunidade se movimentar de uma forma muito interessante. Eu sou muito grato, feliz, por reconhecer que tem tantos agentes da Pascom espalhados pelo Brasil! E a vocês, de Niterói, eu deixo essa mensagem, do fundo do meu coração: sejam agentes da Pascom, a partir de Jesus Cristo, do Evangelho. Exerçam o trabalho de vocês com espiritualidade, sejam vocês homens e mulheres, jovens, rapazes e moças, etc, que os jovens gostam muito da Pascom, pessoas que têm contato com a palavra de Deus têm uma espiritualidade, chamam a mensagem de Jesus ao reino de Deus, porque isso fará com que o trabalho de vocês seja reconhecido com toda a autoridade. Um grande abraço, e que Deus os abençoe sempre.

SECOM – Gostaria de agradecer muito ao senhor. Tínhamos muitos outros assuntos, mas fica para uma próxima oportunidade. Sua mensagem final a todos os leitores e ouvintes da Arquidiocese de Niterói.

Dom Joaquim Mol – Arquidiocese de Niterói e leitores ouvintes, que têm acesso agora a esta minha palavra, sejam fiéis seguidores de Jesus. O cristianismo, hoje, está muito misturado com outras coisas, a sociedade vai caminhando de um jeito, que os aspectos da religião às vezes, ficam de lado. Então, para salvar tudo isso, o que a gente tem que fazer é se apegar à pessoa de Jesus, à pessoa de Jesus, à sua mensagem, o mistério da sua morte e ressurreição, para salvação da humanidade. Esse é o segredo mais importante. É isso, inclusive, que mesmo em tempos obscuros, nos faz viver na luz, mesmo em tempos em que se silenciam as palavras das pessoas boas, nós podemos usar e falar as coisas boas. Num tempo em que se procura, por exemplo, apagar toda a inteligência das pessoas, nós caminhamos à luz da Fé, mostrando a inteligência da nossa fé e a inteligência da sociedade, para que construamos o reino de Deus já aqui na terra, e será completo depois, no céu.

Por João Dias
Apoio: Janaina (PUC Minas)
Foto: CNBB

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