Niterói

Conselho Permanente da CNBB se reúne em Brasília

De 25 a 27 de junho, foi realizada a 99ª reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo informações da assessoria de imprensa da CNBB, esta foi a segunda reunião do ano de 2019, em Brasília (DF), da qual participaram a presidência da Conferência, os Bispos que presidem as comissões episcopais pastorais, os regionais e representantes de organismos eclesiais da Igreja no Brasil.

Do Regional Leste 1 da CNBB (Estado do Rio de Janeiro), estavam presentes, além do Presidente do Regional, Dom José Francisco, Arcebispo de Niterói, o Secretário Geral da CNBB, Dom Joel Portela, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e Dom Nelson Ferreira, Bispo da Diocese de Valença.

Segundo publicado no site da Conferência, o Conselho Permanente é o órgão de orientação e acompanhamento da atuação da CNBB e dos organismos a ela vinculados, bem como órgão eletivo e deliberativo, nos limites deste Estatuto. Nas reuniões, segundo o próprio site, o Conselho Permanente deve orientar, apoiar, acompanhar as atividades da CNBB e dos organismos a esta vinculados, cuidando para que se executem, devidamente, as decisões da Assembleia Geral e do próprio Conselho Permanente. A Assessoria de Imprensa informou que  o Conselho Permanente é, também, um espaço de construção da colegialidade entre os bispos, na Igreja no Brasil.

Essa é a primeira reunião do Conselho Permanente, após a 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. Na reunião, foram tratados os temas: calendário de reuniões 2019 e 2020, eleições para as Comissões Episcopais (bispos que as integrarão), indicação para o tema da 58ª Assembleia Geral dos Bispos, a ser realizada em 2020, visitas Ad Limina – Organização por regional (visita dos bispos ao Papa, a cada 5 anos), projeto de Comunicação para a CNBB, Sínodo para a Pan-Amazônica, Novas comunidades, Campanha da Fraternidade 2020, entre outros.

Durante a reunião do Conselho, foi apresentado, pelo Monsenhor Raimundo Possidônio, da Arquidiocese de Belém (PA), o Instrumento de Trabalho (Instrumentum laboris) para o Sínodo dos Bispos da região Pan-Amazônica, a ser realizado em outubro deste ano, no Vaticano. Segundo publicação do site da CNBB, “O monsenhor é um dos brasileiros especialistas que participou da elaboração do Instrumento de Trabalho preparatório. Ele é um estudioso da história da Amazônia e colabora na REPAM.”

O site informa ainda que o Monsenhor “destacou que o documento é fruto de um processo de escuta, que teve início com a visita do Papa Francisco a Puerto Maldonado (Peru), em janeiro de 2018, prosseguiu com a consulta ao Povo de Deus em toda a Região Amazônica, por todo o ano, e concluiu com a II Reunião do Conselho Pré-Sinodal, em maio passado. O Instrumento de Trabalho deste Sínodo, para a Região Pan-Amazônica, foi publicado em três idiomas: espanhol, italiano e português. O texto é composto por 147 pontos, divididos em 21 capítulos, separados por três partes. A primeira parte se intitula ‘A voz da Amazônia’, e tem a finalidade de apresentar a realidade do território e de seus povos”.

O site acrescenta ainda que, “na segunda parte deste texto vaticano, intitulada ‘Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres’, adverte-se sobre a ‘destruição extrativista’ e aborda questões relevantes, como ‘os povos indígenas em isolamento voluntário (PIAV)’ e outros fenômenos de interesse mundial, como ‘a migração’, ‘a urbanização’, ‘a família e a comunidade’, ‘a saúde’, ‘a educação integral’ e ‘a corrupção’. Na terceira parte do Instrumentum laboris, reflete-se sobre os desafios e esperanças da região e incentiva-se a Igreja a ter um papel ‘profético na Amazônia’, apresentando ‘a problemática eclesiológica e pastoral’ da região”. O Instrumento de Trabalho pode ser acessado em repam.org.br.

Durante a reunião do Conselho, os Bispos apresentaram sua visão sobre o Instrumento de Trabalho, após a apresentação. Segundo o Arcebispo de São Paulo,  Cardeal Dom Odilo Scherer, é necessário reforçar que trata-se, por hora, de um “instrumento de trabalho” preparatório e que ainda não é nenhum documento conclusivo, o que só é publicado como documento oficial após a Assembleia, e ser transformado numa Exortação Apostólica do Papa Francisco.

Ele chamou a atenção para o risco de a mídia e a opinião pública reduzirem os debates do Sínodo a poucos aspectos. “Cabe aos bispos assegurar um amplo debate em torno da temática desta Assembleia do Sínodo”, observou.

Segundo o site da CNBB: “Após a apresentação do Documento de Trabalho, o Conselho Permanente aprovou a continuidade da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia/CEA. Com o objetivo de animar o espírito missionário da Igreja e sensibilizar a sociedade brasileira em relação à Amazônia, a CEA foi criada em 2003 e tem sido responsável por uma série de iniciativas e articulações de projetos e ações na região”.

“Com a aprovação da Comissão pelo Conselho Permanente, os membros da CEA permanecem os mesmos, pelo menos até o Sínodo, de forma a garantir a continuidade dos processos já iniciados. Fazem parte da Comissão, o Cardeal Claudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo (SP), na função de Presidente; Dom Ervin Krautler, Bispo Emérito de Xingu (PA), como Secretário; Dom Roque Paloschi, Arcebispo de Porto Velho (RO); Dom Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo de Manaus (AM); Dom Vicente Costa, Bispo de Jundiai (SP); e Ir. Maria Irene Lopes, no serviço da assessoria”. 

Com informações da CNBB
Fotos: CNBB / Paulo Martins-REPAM

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