Niterói

A FÉ EM QUESTÃO – A Cruz Sagrada seja minha luz!

douglasUltimamente, tem chamado nossa atenção a quantidade de pessoas que andam com uma cruz/crucifixo no pescoço, de forma generalizada. Não apenas no pescoço, mas no bolso, no carro, em casa… Não só dessa forma, mas cresce, cada vez mais, o número de pessoas que carregam o terço no pescoço: pessoas de todos os tipos! Poderíamos dizer: estão seguindo o exemplo do Papa, estão vivendo o ano Mariano… Diante disso, respondemos com a linguagem atual: #SQN.

Ao professar a fé, dizemos crer que Jesus foi crucificado, morreu e foi sepultado. Essa verdade de fé traz luzes e questionamentos para nossa vida!

A primeira realidade que chama nossa atenção é o fato de que Aquele que fez bem todas as coisas, é o Santo, o Filho de Deus, que passou por essa experiência de dor. Por que não passaríamos? Assim, já temos que concluir que a cruz não pode ser entendida, de forma restrita, como castigo. Ele assumiu a cruz como consequência do erro dos homens, mas também como o Cordeiro que se oferece pelos pecados da humanidade.

Além disso, afirmamos que Jesus nos salvou com Sua cruz. Contudo, Ele nos salvou não apenas pela cruz, mas por sua vida inteira, pois Ele viveu completamente unido ao Pai. Assim, toda a Sua vida foi salvífica e toda a Sua vida se torna exemplo para nós, no caminho da salvação, que não é outra coisa, senão a plena comunhão com Deus, que se inicia agora e será experimentada, plenamente, na eternidade.

Por outro lado, precisamos compreender que somos impulsionados pela cruz de Cristo a  crucificarmos, em nossa vida, tudo que não é de Deus: pensamentos, palavras e atos. Dessa forma, fazemos morrer o homem velho para nascer o homem novo!

A morte de Jesus ilumina a nossa experiência de morte, e nos lembra que a morte não é o fim, mas uma passagem: uma páscoa! Ele, nosso Mestre e Senhor, venceu o maior inimigo da humanidade que continua nos rondando e nos acompanha sempre, mas diante do qual afirmamos, com Paulo: “A morte foi tragada pela vitória; onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55).

As cruzes da vida são ocasiões para nos unimos ao Senhor e, muitas vezes, para oferecermos pela nossa salvação e pela de tantas pessoas. Lembremos que o Senhor Jesus é o grande Cirineu que caminha conosco!

Em suma, podemos e precisamos dizer que a cruz de Cristo é modelo para a vida e causa de nossa salvação!

Por isso, a cruz carregada por cada um de nós, no pescoço, precisa ser o reflexo de uma cruz assumida e encarnada em nossa vida! Não uma ideal ou planejada, mas a cruz diária, diante da qual respondemos: Eis-me, aqui!

Dessa forma, poderemos dizer sempre com Paulo:

“Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23-24).

Pe. Douglas Alves Fontes 

Católico