Niterói

CONVERSA ENTRE FIÉIS – Em saída

Refletia esta semana sobre a peregrinação arquidiocesana que faremos em poucos dias. Como todos os anos, vamos nos encontrar como Igreja Particular em uma experiência de saída, e quero crer que esta experiência precisa tomar ares ainda mais profundos agora. As razões são várias, e diria que neste ano somos chamados a perceber o momento de uma maneira muito especial…

Se irmos juntos a Aparecida já nos promove, a cada ano, uma vivência forte – ainda mais que o fazemos, geralmente, em pleno mês da Bíblia, auxiliando-nos a entender a nossa condição de povo peregrino, povo sem morada permanente nesta Terra, e cujo olhar precisa estar fixado no Alto – o caminhar rumo à Basílica Nacional, neste Ano da Misericórdia, não poderia ser mais significativo. De fato, entender que somos caminhantes e que não estamos “fechados” em nosso território é fundamental. Sair de Niterói e, como Igreja local, fazer comunhão e unidade em São Paulo, é perceber a importância da missão, do diálogo com o outro. Algo que está no cerne da Boa Nova, porque viver o Evangelho supõe fazer a fé andar, compartilhá-la e ser Igreja-Comunhão. E tem mais, e por isto dizia que esta peregrinação está para lá de especial: faremos isso não apenas no Santuário da Mãe Aparecida, mas com a tarefa de trazê-la, aqui, pelas mãos mais jovens. Em meio às comemorações dos 300 anos do achamento da imagem (é o “Rota 300”), nós a traremos conosco e seremos, como nunca, convidados a imitar a Mãe, a nos dizer neste mês dedicado à Palavra que é ao Senhor que precisamos servir e amar, da mesma forma que ela soube amar. Se ela viveu para apontar o Filho, este deverá ser o sentido de nossas vidas também! Porque é desta maneira que seremos capazes de implantar amor e viver conforme a misericórdia do Senhor.

Vejam a importância desse momento! Algo a não ser perdido por ninguém! Todas as comunidades já estão engajadas, e não é à toa! Será um momento que certamente alimentará a nossa fé! E dar continuidade a ele, no terreno de nossa futura Catedral, é “gritar” ao mundo que precisamos viver, em unidade, em torno do Senhor! Ele deve ser, verdadeiramente, o fundamento de nossas vidas, ou não conseguiremos ser homens e mulheres novos. Não conseguiremos promover a mudança, não conseguiremos viver como profetas, desafiando o que está aí com o amor sem medidas…

Aproveitemos a oportunidade, presente de Deus para todos nós! Jovens, aproveitem! Vocês são agentes muito especiais de mudança no seio da Igreja! Vamos todos à Aparecida, entendendo o sentido da viagem: não um passeio, encontro meramente social, e muito menos lugar de compras variadas; mas lugar de assumirmos mais uma vez o compromisso com nosso Deus, a responsabilidade com a nossa fé e nossa vocação. E assim faremos a humanidade ter jeito, pois este não é projeto “para o outro”. É projeto que acontece, também nele, a partir de nós. Mas é projeto com nome, sobrenome e endereçamento certo: Jesus Cristo, o Redentor, a Palavra Viva que habitou e habita entre nós!

Por Padre Carmine PascalePe Carmine Pascale

Católico